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    Início » Pterossauro: a nova espécie descoberta graças a osso de 200 milhões de anos
    Brasil

    Pterossauro: a nova espécie descoberta graças a osso de 200 milhões de anos

    8 de julho de 2025
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    A imagem é uma impressão artística do antigo réptil alado que cientistas descobriram em um local que, há 200 milhões de anos, era o leito de um rio. A imagem retrata uma criatura com uma mandíbula longa e pontuda e asas dobradas nas laterais. Ele tem as patas com garras submersas na água do rio e parece ter capturado um pequeno anfíbio com a boca.

    Crédito, Smithsonian

    Legenda da foto, O novo pterossauro foi chamado de Eotephradactylus mcintireae, que significa ‘deusa do amanhecer com asas de freixo’
    Article Information

      • Author, Victoria Gill
      • Role, Repórter de Ciência da BBC News
    • 7 julho 2025

      Atualizado Há 5 horas

    Cientistas descobriram uma nova espécie de pterossauro – um réptil que voava sobre os dinossauros há mais de 200 milhões de anos.

    A mandíbula do antigo réptil foi descoberta no Arizona, nos Estados Unidos, em 2011, mas técnicas modernas de escaneamento revelaram agora detalhes que mostram que ele pertence a uma espécie nova para a ciência.

    A equipe de pesquisa, liderada por cientistas do Museu Nacional de História Natural do Smithsonian, em Washington D.C., batizou a criatura de Eotephradactylus mcintireae, que significa “deusa do amanhecer com asas de cinza”.

    É uma referência às cinzas vulcânicas que ajudaram a preservar seus ossos no leito de um antigo rio.

    Os detalhes da descoberta foram publicados na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

    Com cerca de 209 milhões de anos, acredita-se agora que este seja o pterossauro mais antigo encontrado na América do Norte.

    “Os ossos dos pterossauros do Triássico são pequenos, finos e frequentemente ocos, por isso são destruídos antes de serem fossilizados”, explicou o paleontólogo Ben Kligman, do Smithsonian.

    O local desta descoberta é um depósito fóssil em uma paisagem desértica de rochas antigas no Parque Nacional da Floresta Petrificada, no Arizona.

    Há mais de 200 milhões de anos, este local era o leito de um rio, e camadas de sedimentos gradualmente aprisionaram e preservaram ossos, escamas e outras evidências de vida na época.

    O rio atravessava a região central do que era o supercontinente Pangeia, formado a partir de todas as massas terrestres da Terra.

    A imagem mostra um pedaço de rocha com uma tonalidade rosada. Há um osso fossilizado incrustado na rocha. Trata-se da mandíbula alongada de uma criatura — a espécie recém-descoberta de réptil voador. Uma fileira de dentes incrustada na mandíbula é claramente visível.

    Crédito, Suzanne McIntire

    Legenda da foto, A mandíbula do pterossauro, que era tamanho de uma gaivota, foi preservada em uma rocha de 209 milhões de anos

    A mandíbula do pterossauro é apenas uma parte de uma coleção de fósseis encontrados no mesmo sítio, incluindo ossos, dentes, escamas de peixe e até fezes fossilizadas (também conhecidas como coprólitos).

    “Nossa capacidade de reconhecer ossos de pterossauro nesses depósitos fluviais [antigos] sugere que pode haver outros depósitos semelhantes de rochas do Triássico ao redor do mundo que também podem preservar ossos de pterossauro”, diz Kligman.

    A imagem mostra uma grande formação rochosa rosada com um grupo de cientistas trabalhando nela. O local fica no Arizona, onde formações rochosas com mais de 200 milhões de anos preservaram e fossilizaram restos de animais.

    Crédito, Ben Kligman

    Legenda da foto, O antigo leito de ossos fica no Parque Nacional da Floresta Petrificada, no Arizona

    O estudo dos dentes do pterossauro também forneceu pistas sobre o que o réptil alado, do tamanho de uma gaivota, teria comido.

    “Eles apresentam um grau excepcionalmente alto de desgaste nas pontas”, explicou Kligman, sugerindo que este pterossauro se alimentava de algo com partes duras do corpo.

    A presa mais provável, disse ele à BBC News, eram peixes primitivos que teriam sido cobertos por uma couraça de escamas ósseas.

    Cientistas dizem que o local da descoberta preservou uma “foto instantânea” de um ecossistema onde grupos de animais hoje extintos, incluindo anfíbios gigantes e antigos parentes de crocodilos com couraça, viveram ao lado de animais que podemos reconhecer hoje, incluindo sapos e tartarugas.

    Este depósito fóssil, diz Kligman, preservou evidências de uma “transição” evolutiva há 200 milhões de anos.

    “Vemos grupos que prosperaram mais tarde, vivendo ao lado de animais mais velhos que [não] sobreviveram ao Triássico”, afirma. “Leitos fósseis como esses nos permitem estabelecer que todos esses animais realmente viveram juntos.”



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