O Partido Democrático Trabalhista (PDT) oficializou, na sexta-feira (6/2), a pré-candidatura de Jean Paul Prates ao Senado Federal pelo Rio Grande do Norte, movimentando de forma significativa o tabuleiro político estadual e nacional. Ex-presidente da Petrobras e figura de destaque no debate energético e econômico do país, Prates ingressou recentemente na legenda trabalhista após romper com o Partido dos Trabalhadores (PT), sigla à qual esteve filiado por quase 12 anos.
A oficialização ocorreu por meio de um documento formal encaminhado à base de apoio da governadora potiguar Fátima Bezerra (PT) e assinado tanto pela presidência nacional quanto pela direção estadual do PDT. A comunicação também foi enviada às executivas de partidos que integram ou dialogam com o campo progressista no estado, como PT, PSB, PCdoB, PV, Rede e PSol, evidenciando a intenção da legenda de tornar público o movimento político e estimular um debate antecipado sobre as articulações para 2026.
Em nota, o PDT afirmou que a iniciativa busca “marcar posição institucional, dar transparência ao processo político em curso e contribuir para a organização do campo democrático, progressista e de centro comprometido com o desenvolvimento do Rio Grande do Norte e do Brasil”. A declaração reforça o discurso do partido de se apresentar como alternativa competitiva e protagonista nas próximas eleições, sem abrir mão do diálogo com forças ideologicamente próximas.
Jean Paul Prates tem trajetória consolidada na política e na gestão pública. Além de ter exercido mandato como senador pelo Rio Grande do Norte, ganhou projeção nacional ao assumir a presidência da Petrobras, cargo do qual foi desligado em 2023 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). À época, a saída foi atribuída a desgastes e divergências internas, especialmente com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, em torno de estratégias e condução da política energética.
Ao anunciar sua desfiliação do PT, Prates adotou um tom ponderado, mas deixou claro o sentimento de esvaziamento político dentro da legenda. Em publicação nas redes sociais, afirmou que “a forma como se desenvolveram as conversas recentes sobre os planos políticos do PT no Rio Grande do Norte para 2026 reforçou minha percepção de que meu espaço de contribuição dentro do partido se encontrava reduzido”, acrescentando, no entanto, que mantém respeito pelas decisões internas e reconhece que os diálogos políticos seguem em constante evolução.
A pré-candidatura pelo PDT abre um novo capítulo na disputa pelo Senado no Rio Grande do Norte e tende a provocar reacomodações entre aliados históricos. Analistas avaliam que o movimento de Prates pode fortalecer o PDT no estado e, ao mesmo tempo, impor desafios à base governista, que precisará administrar divergências e expectativas dentro do mesmo campo político. Nos bastidores, a leitura é de que o anúncio antecipado busca garantir visibilidade, ampliar alianças e posicionar Prates como um nome competitivo em um cenário que promete ser marcado por intensas negociações e disputas estratégicas.
Notícia publicada originalmente por Luciana
em nome do autor LUCIANA NOVAIS.
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