A abertura da chamada janela partidária, período em que parlamentares podem trocar de legenda sem risco de perder o mandato, já provoca movimentações significativas no cenário político nacional. Nesta quinta-feira, o Partido Liberal (PL) anunciou a filiação de cinco deputados federais, reforçando a estratégia da sigla de ampliar sua presença na Câmara dos Deputados e consolidar seu peso nas articulações para as eleições presidenciais.
Com as novas adesões, a bancada do partido deverá saltar dos atuais 87 para 92 parlamentares. A meta, no entanto, é mais ambiciosa: alcançar e até ultrapassar a marca de 100 deputados federais nas próximas semanas. O movimento ocorre em meio às discussões internas da legenda sobre o cenário eleitoral de 2026, no qual o partido trabalha com a possibilidade de lançar o senador Flávio Bolsonaro (RJ) como candidato à Presidência da República.
As filiações foram oficializadas em reuniões conduzidas pelo presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, e pelo secretário-geral da legenda, Rogério Marinho (PL-RN). O próprio Flávio Bolsonaro também participou dos encontros políticos, reforçando o alinhamento da nova configuração partidária com o projeto eleitoral da sigla.
Entre os novos integrantes do PL estão três parlamentares do Paraná: Padovani, que deixou o União Brasil, além de Sargento Fahur e Reinhold Stephanes, que se desfiliaram do Partido Social Democrático (PSD). Também migraram para o partido a deputada Nicoletti (RR) e a deputada Carla Dickson (RN), ambas oriundas do União Brasil.
Para a direção nacional do PL, a ampliação da bancada fortalece a legenda nas negociações políticas no Congresso e amplia o poder de influência nas votações estratégicas. Ao comentar o avanço das filiações, Valdemar Costa Neto demonstrou confiança na meta estabelecida pelo partido. “Isso aí. Devemos chegar nesse número [de 100 filiações]”, afirmou o dirigente ao ser questionado sobre a expectativa de crescimento da bancada.
A movimentação ocorre no primeiro dia da janela partidária, período previsto pela legislação eleitoral que permite a deputados federais e estaduais mudarem de partido sem sofrer punições por infidelidade partidária. A regra, criada para garantir reorganizações internas no sistema político, permanecerá em vigor até o dia 3 de abril.
Especialistas em análise política avaliam que o período tende a intensificar disputas entre legendas por parlamentares com forte capital eleitoral, sobretudo em partidos que buscam ampliar representatividade no Congresso e consolidar projetos para as próximas eleições. No caso do PL, a estratégia passa pela construção de uma base parlamentar robusta, capaz de sustentar tanto agendas legislativas quanto projetos eleitorais de alcance nacional.
Nos bastidores de Brasília, dirigentes partidários admitem que novas migrações ainda podem ocorrer nas próximas semanas, indicando que a disputa por espaço político durante a janela partidária está apenas começando.
Notícia publicada originalmente por Luciana
em nome do autor LUCIANA NOVAIS.
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