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    Paraíba

    Porto de Suape vai poder operar petroleiros com carga máxima

    6 de outubro de 2025
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    Com a homologação da dragagem do canal externo, o Porto de Suape (PE) atinge profundidade de 20 metros, recebendo aval da Marinha do Brasil para operar petroleiros de porte e cargas máximas. A medida fortalece o papel estratégico do porto no escoamento de combustíveis e derivados, além de abrir novas oportunidades logísticas e econômicas para Pernambuco e o Nordeste.

    Homologação e novos parâmetros operacionais

    Porto de SuapePorto de Suape
    Porto de Suape foto divulgação

    A Marinha publicou as Portarias nº 102/2025 e 103/2025, regulamentando as condições de uso do canal externo aprofundado, o período de operação progressiva e as manobras assistidas — etapas para que o novo calado entre em vigor com segurança.

    Antes, navios com calado superior a 12,8 metros só podiam acessar Suape em condições favoráveis de maré. Agora, embarcações com mais de 15 metros de calado poderão atracar sem restrições, trazendo previsibilidade para o planejamento operacional.

    O aprofundamento posiciona o porto entre os que têm maior calado do país, permitindo que petroleiros da classe Suezmax — com calado de cerca de 17 metros e capacidade de carga entre 140 mil e 175 mil toneladas — possam operar em carga plena.

    Segundo Armando Monteiro Bisneto, diretor-presidente do complexo portuário, “é um divisor de águas”: a profundidade homologada reduz o tempo de espera para atracação e permite que os navios cheguem com carga máxima com segurança.

    Etapas e investimentos da obra

    A dragagem do canal externo foi iniciada em 1º de dezembro de 2023 e concluída em abril de 2024, com remoção de 1,7 milhão de metros cúbicos de sedimentos. A obra custou R$ 140 milhões e foi executada pela empresa holandesa Van Oord, encerrada antes do prazo previsto, sem intercorrências.

    Paralelamente, já está em curso a dragagem do canal interno, iniciada em 29 de agosto de 2025, com investimento estimado em R$ 217 milhões (sendo R$ 100 milhões federais via PAC3 e R$ 117 milhões de recursos estaduais). Essa etapa prevê aprofundar o canal interno para 16,2 metros, além de dragar a bacia de evolução e os píeres de granéis líquidos (PGLs 3A e 3B) até 18,5 metros.

    Com isso, o porto consolidará sua capacidade operacional completa — tanto para o canal externo quanto para os berços internos — e se posiciona como hub logístico e energético de referência nacional.

    O que muda na prática para Suape e para o setor

    Aumento da competitividade e atração de novos fluxos

    Com o aval da Marinha, Suape se torna mais atrativo para operadores portuários, indústrias e investidores logísticos. O porto poderá receber navios de grande porte com carga máxima e, assim, competir em rotas internacionais de combustíveis e derivados.

    Além disso, o aumento do calado tende a elevar número de escalas, volume de carga por atracação e uso mais eficiente da infraestrutura. Já não será necessário limitar cargas ou depender da maré para operar navios de grande calado.

    Eficiência logística e redução de custos

    Com acesso direto a embarcações maiores, Suape reduz custos logísticos por tonelagem. Navios poderão vir mais carregados, diminuindo viagens subutilizadas ou “meia carga” — o que implica menor custo por tonelada transportada.

    Da mesma forma, haverá menos manobras ociosas e menor tempo de espera por vagas de atracação, aumentando a fluidez operacional.

    Ampliação da capacidade de movimentação

    O novo calado coloca Suape entre os portos públicos com maior profundidade para navios de contêineres e granéis líquidos no Brasil. Espera-se que o porto se torne mais competitivo em relação a centros portuários em outras regiões.

    Desenvolvimento regional e ambiental

    A homologação da dragagem fortalece a posição logística do Nordeste, qualifica o escoamento da produção regional (indústrias, petroquímica, combustíveis) e pode atrair projetos de energias e terminais integrados.

    É importante, ainda, destacar que houveram medidas compensatórias: pescadores da região de Ipojuca foram beneficiados com cestas básicas e pagamento de subsídio (um salário mínimo por família por 10 meses) como compensação por impactos da dragagem.

    Benefícios esperados da homologação e da nova profundidade

    A mudança aprovada traz benefícios concretos para Suape, para Pernambuco e para a cadeia logística nacional:

    1. Maior volume por navio: navios de grande porte poderão atracar já com carga máxima, sem restrições, aumentando a eficiência por tonelada movimentada.
    2. Redução de custos logísticos: diminui custo de frete, seguro e manobras desnecessárias (meia carga), tornando o porto mais competitivo.
    3. Aumento de escalas: navios que antes evitavam Suape por limitações de calado poderão incluir o porto em rotas.
    4. Melhor uso da infraestrutura instalada: docas, terminais e retroáreas terão aproveitamento mais intenso e eficiente.
    5. Estimulo a investimentos: operadores e industriais tendem a olhar para Suape como opção viável para terminais de combustíveis e instalações logísticas.
    6. Desenvolvimento regional: maior geração de empregos diretos e indiretos, atração de novas empresas e valorização de cadeias produtivas locais.
    7. Sustentabilidade e previsibilidade: com restrições operacionais menores, é possível planejar com maior segurança a logística portuária, minimizando riscos ambientais e operacionais a longo prazo.
    8. Integração com o canal interno: ao combinar a homologação externa com a futura dragagem interna, Suape se consolida como porto completo, apto a receber navios de grande porte tanto na via de acesso quanto nos berços internos.

    Portanto, com a nova profundidade homologada, o Porto de Suape consolida sua posição como um dos principais terminais marítimos da América Latina, combinando inovação, sustentabilidade e eficiência logística. Afinal, a obra representa não apenas um avanço técnico, mas um passo decisivo para o fortalecimento da economia pernambucana e do Nordeste, garantindo mais competitividade ao comércio exterior brasileiro.

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