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    Piauí

    “O BRB, claramente, era uma instituição sem governança”

    6 de fevereiro de 2026
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    Em março do ano passado, quando o banco Master de Daniel Vorcaro anunciou ao mercado que encontrara uma solução para sobreviver, o Banco Central começou a examinar os meandros da transação. Queria entender a viabilidade da operação na qual o BRB, banco estatal de Brasília, pagaria 2 bilhões de reais por 58% das ações do Master. Na primeira reunião, em que o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, apresentou seu plano de compra, os técnicos do BC ficaram assustados. “Tudo era muito amador. O balanço do BRB era uma bagunça”, conta um analista do BC em reportagem de Consuelo Dieguez, publicada na edição de fevereiro da piauí. “O Paulo Henrique fazia o que queria. Apenas ele e o diretor financeiro, o Dario Oswaldo Garcia Junior, participavam das reuniões. O Conselho de Administração do BRB nunca apareceu para opinar. Os conselheiros não tinham a menor ideia do que estava acontecendo”, continuou. “O BRB, claramente, era uma instituição sem governança.”

    Nas reuniões com o BC, Costa não conseguia justificar nem aspectos básicos da operação. Não sabia informar com que ativos do Master o BRB pretendia ficar. Não sabia detalhar as operações que interessavam ao BRB. O mais grave: não tinha noção do passivo do Master. Ou seja: estava se comprometendo a pagar todas as dívidas do Master, como manda a lei de aquisição bancária, sem, no entanto, ter ideia do tamanho do buraco. “O risco a que o Paulo Henrique estava expondo o BRB era imenso. Aquilo não era sério”, disse outro analista do BC que participou das reuniões. 

    Além de desconhecer informações banais, Costa tentou vender gato por lebre. Um dos ativos que ficariam com o BRB eram cártulas do finado Banco do Estado de Santa Catarina (Besc), que foi comprado pelo Banco do Brasil em 2008. As cártulas eram ações do antigo Besc que não haviam sido trocadas pelas ações do BB no momento de sua aquisição – e, esquecidas na gaveta, haviam perdido a validade. Costa e Vorcaro diziam que as tais cártulas valiam 13 bilhões de reais porque seriam cobradas judicialmente do BB. 

    “Era tudo na base do chute”, disse esse técnico do BC. “Eram tantos erros grosseiros que parecia coisa de estagiário.” Houve, inclusive, operações claramente fajutas. Numa delas, o BRB apontou como ativo uma carteira de 3 bilhões de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) do Master que, naquela altura, já tinha virado pó. Costa chegou a dizer que algumas operações que garantiam a viabilidade do negócio dependiam do resultado do Will Bank, que pertencia ao próprio Master. Era uma afronta. O Will Bank nunca deu resultado positivo. Pelo contrário. 

    Em meio à barafunda, o BC encontrou a mais tenebrosa de todas as transações entre as duas instituições. Em janeiro de 2025, Master e BRB fizeram um negócio no valor de 12,2 bilhões de reais. O BRB pagou essa quantia pelas carteiras de créditos do Master – no caso, empréstimos consignados que o banco dizia ter a receber. O BC pediu que as duas instituições comprovassem os recursos das carteiras de crédito. O que recebeu de volta foi uma carrada de mentiras.

    Primeiro, disseram que se tratava de uma carteira de empréstimos consignados de servidores do estado da Bahia. Ao checar os números com o estado, o BC descobriu que era mentira. “Durante todo o processo de levantamento das fraudes, o Vorcaro e o Paulo Henrique mantinham a calma e diziam não haver nada de errado naquelas operações grosseiras. Mas, quando foram pegos nessa mentira, foi a primeira vez que eles saíram da reunião conosco com as mãos suadas”, disse o analista do BC.

    Mesmo ao se deparar com o embuste, o BC resolveu dar uma nova chance para que as duas instituições se explicassem. Veio outra impostura. A justificativa, agora, era de que os créditos pertenciam a uma empresa chamada Tirreno Consultoria, Promotoria de Crédito e Participações, que era representada por um ex-funcionário do Master chamado André Felipe de Oliveira Seixas Maia. Falso. Nem a Tirreno e nem os créditos existiam. Estava claro que o BRB pagara 12,2 bilhões de reais em troca de vento.

    Diante da evidência de que fora lesado, seria razoável imaginar que BRB exigiria devolução imediata dos 12,2 bilhões. No entanto, o banco propôs ao Master que lhe pagasse em várias prestações. Coisa de pai para filho. Ainda assim, o Master não topou.  Sua contraproposta foi ressarcir o BRB com cotas de seus fundos no exterior. O BRB, sempre generoso com o Master, aceitou. Quando saiu em busca dos fundos, descobriu que, mais uma vez, era tudo cascata. Os fundos tinham sido fechados e o dinheiro, evaporado.





    Notícia publicada originalmente por revista piauí
    em nome do autor guilherme.henrique.

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