Na tarde desta quinta-feira (5), o técnico Leonardo Jardim foi apresentado pelo Flamengo, sem novo clube.
Em entrevista coletiva, o português celebrou o fato de ter um “elenco farto” no Rubro-Negro e festejou a quantidade de boas opções que terá para montar o time.
No entanto, ele advertiu que ainda pode cometer erros em suas primeiras escalações até encontrar a equipe que considera ideal.
“Deixei alguns trabalhos por decisão pessoal, é verdade. Quando não acredito, não faço vez. Não estou lá só para receber salário. Nos que saí, não recebi nenhum tostão, só me pagaram os dias trabalhados. Vejo futebol como meu trabalho e naquilo que acredito. Tem de ser da forma como acredito. Não posso trabalhar e fazer as coisas da forma como os outros pensam”, ressaltou.
“Preciso ter minha identidade como treinador. Há dois clubes em que estive mais de quatro, cinco anos, me deram um pouco a liberdade de trabalhar a médio prazo. No projeto Flamengo necessitamos de vitórias. Só as vitórias podem prolongar nosso tempo. Isso não é surpresa, é o futebol. Temos de trabalhar em cima das vitórias. Todas áreas são importantes para sucesso no dia do jogo. Não é só escalar equipe”, seguiu.
“Equipe escalada nunca vai ser de opinião unânime. São 23 jogadores de grande nível e grande qualidade, ao contrário da maioria das equipes em que há um 11 de base e mais dois ou três jogadores. Disse para os jogadores que talvez eu vá me enganar na primeira ou segunda escalação, mas que aos poucos vão mostrar o caminho, porque é uma qualidade tão grande. Vamos aproveitar a quantidade e qualidade do elenco para sermos competitivos”, acrescentou.
“Reuniões são feitas diariamente. (José) Boto está (aqui) todos os dias, estive com o presidente. Quem trabalha no futebol precisa estar próximo, ter as ideias, estratégias. Mais do que reuniões, é ter uma ideia. Minha condição é ser treinador, em primeiro lugar. Ser treinador não é só escalar equipe, é ter liberdade para orientar alguns processos para que o conteúdo final seja melhor”, salientou.
“Futebol é um encaixe. Não é só escalar. É preciso estar bem fisicamente, exigências… São cenários que temos de trabalhar. Temos de fazer os encaixes para que o jogo seja o melhor. Gosto de, quando trabalho, ter uma palavra ativa. Não acredito em treinador somente para escalar equipe”, complementou.
Agora sem Filipe Luís, o Flamengo terá Leonardo Jardim no banco na final do Campeonato Carioca, neste domingo (8), contra o Fluminense.
O novo treinador comandou seu primeiro treinamento no Ninho do Urubu na última quarta-feira (4) e passará a contar com sua comissão completa a partir da sexta-feira (6).
Sobre fazer a estreia logo em uma final, o luso admitiu a dificuldade, mas disse que irá trabalhar para levantar a taça no Maracanã.
“É difícil, porque estamos a quatro dias de um clássico. Sei a importância para os torcedores. Queremos competir contra um adversário que tem nos criado algumas dificuldades. Cheguei sem comissão, porque foi muito em cima, ficaram retidos. Eu curiosamente estava no Brasil e foi fácil vir de Belo Horizonte para o Rio de Janeiro. Agradeço ao estafe fixo do Flamengo”, citou.
“Jogadores estão tendo atitude fantástica, receberam bem para desenvolver as ideias. Foram dias de reuniões, nem deu para ver o que passa ao redor. Estou focado, sei que temos quatro dias para organizar um jogo da importância do Fla-Flu na final”, finalizou.
Próximos jogos do Flamengo:
Notícia publicada originalmente por www.espn.com.br –
em nome do autor .
Acesse a matéria completa

