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    Piauí

    Embraer promoveu encontro secreto de Marco Rubio e Mauro Vieira

    4 de dezembro de 2025
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    Mal passava das cinco da tarde do dia 9 de julho, quando, no terceiro andar do Palácio do Planalto, o assessor especial e ex-chanceler Celso Amorim foi informado sobre uma carta pública que Donald Trump acabara de postar em sua rede, a Truth Social, decretando tarifa de 40% sobre todos os produtos brasileiros vendidos aos Estados Unidos. Somados aos 10% que já vigoravam desde abril, o Brasil passaria a enfrentar taxa de 50% sobre suas exportações – um míssil contra o comércio brasileiro.

    Celso Amorim traduziu a carta às pressas e seguiu para o gabinete presidencial, a poucos passos de onde se encontrava. Quando entraram, os presentes – o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro Fernando Haddad, o chanceler Mauro Vieira e o advogado-geral da União, Jorge Messias, além de ministros palacianos – já sabiam do tarifaço. A motivação da carta deixara a turma atônita. Trump reclamava do tratamento dado a Jair Bolsonaro e afirmava que as tarifas eram um modo de tentar corrigir déficits comerciais “insustentáveis contra os Estados Unidos”, embora seu país acumulasse superávit de 90 bilhões de dólares no comércio com o Brasil.

    Na piauí deste mês, Ana Clara Costa reconstitui – entre Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Nova York e Washington – a escalada de tensão, os encontros secretos, as reações indignadas, as falhas e acertos que mobilizaram o governo, a Justiça e o setor privado em torno de uma saída.

    Uma tentativa de negociação ocorreu durante um encontro sigiloso entre o chanceler Mauro Vieira e o secretário de Estado americano, Marco Rubio. Os dois se conheciam desde a década de 2010. Aproveitando uma viagem a Nova York para participar de uma reunião da ONU sobre Gaza, Vieira sinalizou ao Departamento de Estado americano que poderia ir a Washington para um encontro com Rubio.

    Um assessor, encarregado de contatos com a Casa Branca, advertiu o chanceler de que as chances eram remotas. De fato, nada aconteceu. No dia 29, encerrado o encontro na ONU, Vieira estava a caminho do Aeroporto John F. Kennedy quando recebeu um recado que o fez voltar para Manhattan.

    Tudo correu sob sigilo absoluto. Os americanos pediram discrição e informaram que a conversa não seria no Departamento de Estado, nem na Casa Branca. Os brasileiros também queriam evitar o risco de que um vazamento pudesse mobilizar uma ofensiva contrária de Eduardo Bolsonaro. A reserva era tamanha que Vieira passou a noite na embaixada brasileira em Washington sem que ninguém soubesse.

    Depois de 21 dias sem qualquer diálogo, Rubio e Vieira finalmente se encontraram no dia 30. A conversa aconteceu no décimo andar do escritório de advocacia King & Spalding, que atende a Embraer, a fabricante brasileira de aeronaves, que com seus bons contatos na Flórida, base eleitoral de Rubio, ajudou a desbloquear o diálogo.

    Como o tarifaço inviabilizaria a operação da Embraer nos Estados Unidos, a empresa foi à luta para tentar entrar logo na primeira lista de exceção. Para isso, acionou suas contrapartes americanas para fazer pressão – uma delas foi a American Airlines, principal compradora de suas aeronaves. Estava claro que, com as tarifas, a empresa americana veria seus custos operacionais subirem. Funcionou. A Embraer entrou na primeira lista de exceções anunciada pela Casa Branca. Ainda assim, permanecia sujeita aos 10% da tarifa global. Era um peso especialmente danoso diante da disputa que trava com as fabricantes americanas e europeias, que foram isentas de tarifas.

    No segmento militar, a Embraer compete diretamente com a Lockheed Martin, fabricante do C-130J, o avião de transporte militar mais politicamente protegido dos Estados Unidos. O similar da Embraer, o C-390, vinha vencendo licitações na Europa – inclusive em países da Otan –, o que acendeu alertas nos Estados Unidos. Além disso, a empresa brasileira quer vender seus cargueiros KC-390 para a Força Aérea americana, uma transação que dificilmente ocorrerá se os 10% forem mantidos. Ou seja: a tarifa não é apenas uma desvantagem comercial, mas também um entrave estratégico.

    Nesse ambiente sensível, não interessava à Embraer se expor em defesa do Brasil num momento em que o diálogo diplomático estava obstruído. Por isso, a empresa atuou em sigilo para ajudar naquele primeiro encontro entre Mauro Vieira e Marco Rubio ocorrido em julho, no escritório King & Spalding.

    Embora ciente da crescente animosidade, o Itamaraty considerou que a missão de Vieira foi um êxito. A barreira imposta pela família Bolsonaro contra o diálogo havia sido rompida e, depois de três semanas de impasse, Brasília voltou a falar com Washington.

    Assinantes da revista podem ler a íntegra da reportagem neste link.





    Notícia publicada originalmente por revista piauí
    em nome do autor danilo.marques.

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