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    Início » Brigitte Macron: a trajetória da primeira-dama da França, que já esteve no centro de polêmica com o Brasil
    Brasil

    Brigitte Macron: a trajetória da primeira-dama da França, que já esteve no centro de polêmica com o Brasil

    4 de junho de 2025
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    Brigitte Macron e seu marido, o presidente francês Emmanuel Macron, visitam a Universidade de Ciência e Tecnologia em Hanói em 27 de maio de 2025.

    Crédito, Getty Images

    Article information

    • Author, Julia Braun
    • Role, Enviada da BBC News Brasil a Paris (França)
    • Há 44 minutos

    A cerimônia cheia de honras e protocolos contou também com a presença das primeiras-dama do Brasil e da França: Janja e Brigitte Macron.

    A mulher do presidente francês ganhou as manchete do mundo todo na semana passada, quando foi filmada dando o que pareceu ser um empurrão no marido segundo antes dos dois desembarcarem do avião presidencial em Hanói, no Vietnã.

    Nas imagens, podem-se ver apenas o que parecem ser a mão e parte do braço de Brigitte Macron tocando o rosto do presidente francês. Macron inicialmente aparenta certo nervosismo, mas logo se recompõe e acena para as câmeras do lado de fora da aeronave.

    Funcionários do governo francês disseram, segundo a imprensa do país, que a cena foi “um momento em que o presidente e sua esposa estavam relaxando em uma brincadeira antes de iniciar a visita”.

    Macron disse, segundo a agência de notícias Reuters, que foi “uma briguinha, mais uma brincadeira”.

    Mas o fato é que Brigitte Macron é uma das primeiras-damas mais conhecidas do cenário internacional, não apenas por seu papel ao lado do marido, mas também por sua trajetória pessoal incomum e pelo envolvimento em casos polêmicos internacionais — inclusive com o Brasil.

    Em sua cerimônia de casamento, o próprio Macron comentou que eles não formam “um casal muito comum, muito normal — não que eu goste muito deste adjetivo — mas é um casal que existe”.

    Na imprensa internacional e nas redes sociais, o fato que parece mais chamar a atenção sobre o par é a diferença de 24 anos entre eles — Lula é 21 anos mais velho que Janja.

    O casal — ele hoje com 47 anos e ela com 72 — se conheceu quando Brigitte era sua professora de literatura. “Fiquei totalmente contagiada pela inteligência daquele garoto”, disse ela.

    Da escola para o Palácio do Eliseu

    Na época que se conheceram, Brigitte Trogneux, herdeira de uma empresa de chocolates conhecida por seus macaroons, era casada com o banqueiro André Auzière e já tinha três filhos.

    Os pais de Emmanuel perceberam que seu filho estava apaixonado, mas não suspeitaram quem era o alvo de seu afeto. A biógrafa Anne Fulda escreveu que eles pensavam que Macron tinha uma queda por uma das filhas de Brigitte, Laurence Auzière, colega de turma na escola. Mas, na verdade, ele estava se apaixonando pela mãe dela.

    Segundo a biógrafa, os pais de Macron descobriram o que estava acontecendo e pediram que ela ficasse longe do filho até que ele completasse 18 anos, além de forçar o jovem a estudar em Paris.

    “Eu não posso prometer nada”, a futura primeira-dama teria respondido.

    Já Macron disse à atual esposa, quando tinha apenas 17 anos, que iria casar-se com ela algum dia. Em 2007, ele cumpriu a promessa.

    Hoje o presidente francês tem três enteados e, pela parte deles, sete netos.

    A ‘primeira’ primeira-dama

    Brigitte começou a se preparar para a vida política do marido antes mesmo de ele assumir a presidência da França, em 2017. Ainda em 2014, quando ele foi escolhido ministro da economia, a professora pediu demissão de seu emprego e se tornou conselheira de Emmanuel Macron.

    E embora a função de primeira-dama não seja oficialmente estabelecida pela Constituição francesa, Emmanuel Macron defendeu desde o início de seu mandato que sua mulher tivesse um posto público reconhecido e transparente. Com isso, pela primeira vez, a esposa do chefe de Estado francês agora tem um papel definido.

    Além de acompanhar o presidente em eventos oficiais e receber delegações internacionais, Brigitte Macron também comanda alguns projetos próprios, especialmente na área de educação e treinamento profissional para jovens franceses.

    Janja e Brigitte Macron no Palácio do Eliseu em março

    Crédito, Getty Images

    Legenda da foto, Janja e Brigitte Macron no Palácio do Eliseu em março

    Ela ainda se juntou a uma iniciativa da primeira-dama brasileira Janja para promover o combate ao bullying digital.

    “Querida Janja, há alguns dias você me ligou e contou uma história comovente daquela menina de 8 anos que faleceu após inalar desodorante spray, durante um desafio lançado em uma rede social. Infelizmente, essa tragédia não é um caso isolado, estamos enfrentando um flagelo mundial e todos precisamos agir ativamente para proteger nossas crianças e adolescentes no mundo digital”, declarou em um vídeo postado nas redes sociais em 20 de maio.

    Janja e Brigitte também se encontraram em Paris em março deste ano, quando a brasileira esteve na cidade para participar de uma cúpula internacional de combate à má nutrição. Ela representou o governo brasileiro no evento enquanto o presidente Lula fazia uma oficial ao Vietnã.

    Na ocasião, Janja explicou que tem buscado mobilizar as primeiras-damas sobre o combate à fome. “Eu iria acompanhar o presidente Lula no Vietnã, mas o presidente Macron ligou e fez questão que eu estivesse presente aqui”, disse.

    As duas primeiras-damas almoçaram no Palácio do Eliseu, a residência oficial do presidente da República Francesa, e posaram para fotos juntas.

    Ataques e sexismo

    Mas na imprensa internacional, Brigitte Macron costuma ser mais lembrada por algumas polêmicas envolvendo as redes sociais. A primeira-dama também foi vítima de muitos ataques.

    Comentários sobre sua diferença de idade com o presidente são frequentes, assim como piadas sobre seu físico.

    Desde que seu marido foi eleito, a primeira-dama também passou a ser alvo de fake news sobre seu gênero de nascimento. As postagens que circularam por anos alegavam sem base em fatos que ela teria nascido Jean-Michel Trogneux e mudado de nome após ter passado por um processo de transição.

    Em 2022, após um vídeo em que duas mulheres faziam as alegações falsas e chamavam o caso de “mentira de Estado” viralizar, Brigitte Macron abriu um processo por difamação pública. No ano passado, as duas mulheres foram declaradas culpadas e condenadas a pagar uma multa e indenizações.

    Durante o processo, o advogado da primeira-dama insistiu que as fake news causaram um dano “enorme” por terem se tornado virais.

    Brigitte Macron deixa o Palácio do Eliseu em 20 de abril de 2018

    Crédito, Getty Images

    O episódio aconteceu em um momento de tensões diplomáticas entre Paris e Brasília, com atrito entre os dois chefes de Estado na época por conta da preservação ambiental da Amazônia.

    Nesse contexto, um seguidor de Bolsonaro no Facebook publicou uma montagem comparando Brigitte Macron, que na época tinha 66 anos, com a então primeira-dama Michelle Bolsonaro de 37 anos, insinuando que Emmanuel Macron estaria “perseguindo” Bolsonaro por inveja. O presidente brasileiro respondeu ao post com: “Não humilha, cara. kkkkk” .

    A reação de Bolsonaro foi amplamente criticada por ser considerada sexista e desrespeitosa. Em resposta, Emmanuel Macron condenou a atitude, classificando-a como “extraordinariamente desrespeitosa” e expressando tristeza pelo comportamento de Bolsonaro, afirmando que os brasileiros “provavelmente se envergonham” do presidente.

    Pouco depois, o então ministro da Economia, Paulo Guedes, também fez comentários negativos sobre a aparência de Brigitte.

    Guedes afirmou que a primeira-dama “é feia mesmo”, referindo-se à controvérsia anterior envolvendo Bolsonaro: “O presidente falou mesmo, e é verdade mesmo. A mulher é feia mesmo”. No mesmo dia, em nota oficial, ele se desculpou pelo que chamou de “brincadeira”.

    Macron, Janja e Lula no Brasil

    Crédito, Getty Images

    Legenda da foto, Macron esteve no Brasil em março do ano passado

    É justamente por esse episódio — e as demais rusgas trocadas entre Macron e Bolsonaro — que muitos especialistas veem a atual relação entre o presidente francês e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como uma reabilitação dos laços entre Brasil e França.

    “O governo anterior inviabilizou o diálogo cordial, mas me parece que atualmente os dois governos têm nutrido uma relação que visa ganhos de médio e longo prazo”, diz Carolina Pavese, doutora em Relações Internacionais pela London School of Economics (LSE) e especialista em Europa.

    Para além da aproximação pessoal entre Lula e Macron, esse esforço também se sobressai na relação entre as primeiras-damas, avalia a professora do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT).

    “As ações [de Janja e Brigitte Macron], embora passem mais pelos bastidores e aparentem informalidade, também carregam uma agenda política”, diz.

    “Ainda atribuímos esse título de primeira-dama, que carrega uma conotação que diminui o peso que ele representa. Mas é um cargo também oficial de representação do Estado e do governo.”

    Influência e imagem pública

    Mas apesar de ter ganhado um posto fixo na gestão do marido e ser frequentemente citada por ele como uma voz importante em seu aconselhamento, o professor de Ciência Política da University of Tours, Kevin Parthenay, afirma não acreditar que Brigitte tenha um grande papel nas decisões políticas de Emmanuel Macron.

    “Logicamente não temos acesso ao que acontece no privado, mas me parece que Macron está cercado de pessoas que o aconselham em nível técnico e que têm muito mais relevância”, disse à BBC Brasil.

    Parthenay afirma, porém, que a primeira-dama teve um papel mais marcante nos primeiros anos de Macron na política e no início de sua Presidência.

    “Brigitte Macron foi muito influente em aspectos relacionados à comunicação pública, dando conselhos sobre como se portar — e realmente se tornar presidente — durante o primeiro mandato, quando ele era muito jovem e precisava desse tipo de aconselhamento.”

    Legenda do vídeo, Emmanuel Macron leva empurrão da esposa no rosto

    Mas no momento, diz o cientista político, Brigitte atrai menos interesse do que no passado e cultiva, entre alguns franceses, uma imagem não tão positiva.

    “Em muitas ocasiões, ela foi criticada por ser bastante desconectada do povo e passar uma imagem bastante autoritária em alguns aspectos”, diz.

    “Mas curiosamente os últimos eventos, especialmente o episódio no avião, com o que pareceu ser um empurrão, não ganhou muita atenção nacionalmente.”

    Série de TV

    A vida da primeira-dama francesa agora será tema de uma série de TV de uma produtora britânica.

    O seriado, escrito pelos franceses Bénédicte Charles e Olivier Pouponneau, começará com o primeiro encontro do casal, disse um dos roteiristas.

    “Brigitte Macron é uma personagem fascinante, e queremos abordá-la de uma forma romântica, quase melodramática, por causa da dimensão romântica de seu destino”, disse Charles ao jornal Le Figaro.



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