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    Início » Tsunamis: a tecnologia revolucionária que promete detectá-los antes que cheguem à praia
    Brasil

    Tsunamis: a tecnologia revolucionária que promete detectá-los antes que cheguem à praia

    1 de dezembro de 2025
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    Valparaíso inicia plano de evacuação após alerta de tsunami na costa do Chile em julho

    Crédito, Getty Images

    Legenda da foto, Alerta de tsunami na costa do Chile em julho
    Article Information

      • Author, Chris Baraniuk
      • Role, Serviço Mundial da BBC
      • X, @chrisbaraniuk
      • Reporting from BBC Future
    • Há 1 hora

    Os tsunamis são reconhecidamente difíceis de detectar em alto mar enquanto avançam para a costa. Mas, no verão de 2025, cientistas conseguiram acompanhar um em tempo real.

    Havia ocorrido o terremoto mais forte registrado em quase 15 anos. Ele atingiu, em julho de 2025, a costa leste da península de Kamchatka, na Rússia, com magnitude 8,8, e provocou um tsunami cujas ondas avançavam a mais de 644 km/h. Em poucos minutos, alarmes soaram em comunidades ao redor do oceano Pacífico.

    Milhões de pessoas receberam ordem de evacuação nas horas tensas que se seguiram, 2 milhões somente no Japão. Mas, à medida que a onda se propagava pelo oceano, provocava mais do que medo: gerava ondulações na atmosfera terrestre.

    O movimento do oceano para cima e para baixo, em uma área tão vasta, perturbava a atmosfera acima dele e interferia nos sinais globais de navegação por satélite, mas também permitia que cientistas detectassem o tsunami quase em tempo real.

    Por acaso, no dia anterior, a Nasa (agência espacial americana) havia adicionado um componente de inteligência artificial ao sistema de alerta de desastres chamado Guardian (Guardião, em tradução livre), permitindo que grandes eventos fossem sinalizados automaticamente aos cientistas. Cerca de 20 minutos após o terremoto de Kamchatka acontecer, os observadores de tsunamis já sabiam que as ondas se dirigiam ao Havaí, de 30 a 40 minutos antes da chegada.

    Felizmente, os temores de danos generalizados causados pelo tsunami não se concretizaram. As ondas que atingiram Havaí chegaram a até 1,7 m de altura, provocando apenas pequenas inundações, sem danos graves. A maior parte da energia do tsunami dissipou-se em mar aberto, enquanto as ondas mais fortes atingiram áreas desabitadas. Mas, em um cenário mais grave, aqueles minutos extras de alerta poderiam ter sido cruciais.

    O episódio provou que a Nasa possui um sistema capaz, nas condições certas, de detectar um tsunami bem antes de sua chegada a uma costa, apenas “ouvindo” os sinais de rádio usados por satélites de navegação global em órbita enquanto estes se comunicam com estações terrestres. A mesma abordagem pode detectar erupções vulcânicas, lançamentos de foguetes e testes nucleares subterrâneos.

    “Eles conseguiram informar praticamente em tempo real: ‘há um tsunami'”, diz Jeffrey Anderson, cientista de dados do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica dos EUA, que ajudou a desenvolver o sistema Guardian. Anderson admite que, anos atrás, ao ouvir pela primeira vez propostas para a tecnologia que depois ajudou a criar, achou a ideia “um pouco louca”.

    A onda de tsunami causou inundações na cidade russa de Severo-Kurilsk após o terremoto de magnitude 8,8 na costa da península de Kamchatka

    Crédito, Getty Images

    Legenda da foto, A onda de tsunami causou inundações na cidade russa de Severo-Kurilsk após o terremoto de magnitude 8,8 na costa da península de Kamchatka

    A ideia de usar sinais de rádio transmitidos entre receptores em terra e satélites para detectar tsunamis quase em tempo real existe há décadas. Alguns artigos acadêmicos nos anos 1970 discutiam um sistema desse tipo em princípio, mas só na década de 2020 ele se tornou realidade com o lançamento do Guardian. Em 2022, Anderson e pesquisadores do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, na sigla em inglês) da Nasa, na Califórnia, EUA, publicaram um estudo que apresentou os detalhes essenciais do sistema.

    O motivo pelo qual os sinais de satélites de navegação conseguem registrar um tsunami está no movimento sobe e desce do mar. Quando um tsunami começa a se formar em alto mar, suas ondas podem não ser muito altas — talvez entre 10 cm e 50 cm. “Ele é quase invisível enquanto se desloca pelo mar aberto”, diz Yue Cynthia Wu, pesquisadora de engenharia marinha da Universidade de Michigan (EUA), especialista em dinâmica de ondas oceânicas.

    Essa ondulação, porém, ocorre em escala gigantesca, movimentando enormes volumes de água de uma só vez. Esse movimento desloca o ar para cima, perturbando a atmosfera em camadas superiores e criando ondulações na ionosfera, camada de partículas carregadas localizada entre 30 e 190 milhas (48 a 306 km) acima da superfície da Terra. As ondulações alteram a quantidade de elétrons presentes em partes da ionosfera.

    “Você tem reações iônicas, você muda as temperatura, tudo fica desregulado”, explica Michael Hickey, professor emérito de física da Embry-Riddle Aeronautical University, em Daytona Beach, Flórida (EUA), que estuda essas ondas atmosféricas.

    Os satélites de navegação usam frequências duplas para se comunicar com estações terrestres, de modo que aumentos no número de elétrons na ionosfera podem causar atrasos incomuns no tempo de chegada desses dois sinais. Ao medir esses atrasos, sistemas como o Guardian podem detectar se algo anormal está acontecendo na ionosfera.

    Engenheiros de GPS já sabiam que os sinais sofriam esse tipo de perturbação, e eles precisam ajustar esse “ruído” para garantir a precisão dos sistemas de navegação. Mas foram os cientistas da Terra que perceberam que todo esse ruído poderia ser usado para detectar tsunamis.

    “São pessoas inteligentes pensando fora da caixa”, afirma Anderson.

    Nos últimos anos, pesquisadores conseguiram identificar as “impressões digitais” de tsunamis e vulcões nos dados da ionosfera. Hickey e colegas estudaram retrospectivamente o impacto do terremoto de magnitude 9,1 que atingiu a costa nordeste do Japão em 2011, provocando um tsunami. “[Nós] vimos os anéis”, lembra Hickey, se referindo às gigantescas ondulações que se espalharam para fora na ionosfera acima do Japão, visualizadas por meio de dados da contagem de elétrons.

    A enorme erupção vulcânica em Tonga, em 2022, também causou impacto significativo na ionosfera, que os cientistas depois analisaram detalhadamente.

    Mas nenhum grande tsunami havia sido acompanhado em tempo real usando esses métodos, até o terremoto de Kamchatka neste ano. Embora previsões do tsunami tenham sido produzidas pelo sistema DART (Deep-ocean Assessment and Reporting of Tsunamis) da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês), que utiliza boias ancoradas ao fundo do oceano, o sistema Guardian permitiu seguir as ondas enquanto elas se formavam.

    O monitoramento atmosférico gera expectativa de que um sistema como o Guardian possa detectar tsunamis ainda no mar aberto, antes que atinjam grandes alturas e se choquem contra a costa. Isso poderia fornecer avisos antecipados mais precisos às comunidades, ao mesmo tempo em que ajudaria a evitar falsos alarmes.

    A tecnologia também pode ser aplicada a outros fenômenos além de terremotos e vulcões. Pode, inclusive, ajudar a detectar explosões nucleares. As ondulações na ionosfera, por exemplo, ajudaram a confirmar que testes subterrâneos de armas nucleares foram realizados pela Coreia do Norte em 2009.

    O sistema DART da NOAA usou bóias para prever por onde as ondas de tsunami viajariam

    Crédito, NOAA Center for Tsunami Research

    Legenda da foto, O sistema DART da NOAA usou bóias para prever por onde as ondas de tsunami viajariam

    Até hoje, as redes de monitoramento de tsunamis dependem de sismógrafos, que analisam terremotos em todo o mundo, e de boias oceânicas que detectam mudanças súbitas na altura das ondas. Mas esses instrumentos não fornecem uma visão tão abrangente ou imediata quanto os dados da ionosfera. “Cada minuto é importante para a evacuação de tsunamis, então as detecções precoces do Guardian me parecem um avanço realmente importante para a segurança contra tsunamis”, afirma Harold Tobin, sismólogo da Universidade de Washington (EUA).

    Anderson acrescenta que monitorar a ionosfera, em vez de apenas sismômetros, pode facilitar a detecção de tsunamis provocados por eventos como deslizamentos de terra.

    Em breve, o Guardian pode não ser o único sistema desse tipo. “Na Europa, estamos desenvolvendo nosso próprio sistema”, diz Elvira Astafyeva, pesquisadora sênior em geofísica e ciências espaciais no Paris Institute of Earth Physics. Ela e colegas esperam testar o sistema europeu nos próximos anos, que poderá monitorar grandes áreas, inclusive o Oceano Índico, onde a França, por exemplo, possui territórios.

    Hickey afirma que também é possível detectar tsunamis por meio da luminescência atmosférica, uma tênue emissão de luz na atmosfera que também é afetada por grandes perturbações no ar.

    O próprio sistema Guardian ainda está longe de estar concluído. Anderson explica que aprimoramentos futuros permitirão prever o comportamento das ondas no oceano. “Isso permitiria não apenas uma detecção automatizada, mas também uma previsão automatizada do que o tsunami fará a seguir”, diz.

    A cada cerca de 10 minutos, enquanto o tsunami se forma, o sistema poderia gerar automaticamente previsões sobre o tamanho final das ondas, onde elas atingirão a costa e quando.

    O novo monitoramento atmosférico pode melhorar as previsões existentes sobre como ondas de tsunami se espalham pelo oceano

    Crédito, Noaa Center for Tsunami Research

    Legenda da foto, O novo monitoramento atmosférico pode melhorar as previsões existentes sobre como ondas de tsunami se espalham pelo oceano

    Ainda existem algumas limitações. Diego Melgar, especialista em terremotos, tsunamis e sistemas de alerta precoce na Universidade de Oregon (EUA), afirma que a ionosfera “leva de minutos a dezenas de minutos para reagir” a um tsunami. Para comunidades próximas ao epicentro, esse tempo ainda é muito longo. “Então, para alertas locais, esse atraso torna os sinais ionosféricos tarde demais para ajudar.”

    Mas as ondas de tsunamis grandes, no entanto, podem percorrer bacias oceânicas inteiras. Após o tsunami de 26 de dezembro de 2004, que devastou a costa ao redor do Oceano Índico e deixou cerca de 228 mil mortos, as ondas levaram até duas horas para chegar ao Sri Lanka, a partir do epicentro do terremoto na costa da Indonésia. Foram necessárias sete horas até que atingissem a costa leste da Somália.

    Sistemas como o Guardian poderiam fornecer alertas precoces cruciais a essas comunidades mais distantes em caso de ondas semelhantes.

    “Se algo vai se propagar por uma distância considerável, então sim, isso vai salvar vidas”, afirma Hickey.





    Notícia publicada originalmente por BBC Brasil
    em nome do autor .

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