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    Início » ‘Ser gay não parecia normal, até eu começar a jogar futebol’
    Brasil

    ‘Ser gay não parecia normal, até eu começar a jogar futebol’

    1 de novembro de 2025
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    Kerstin Casparij em campo usando uma camisa preta do Manchester City

    Crédito, Getty Images

    Legenda da foto, Kerstin Casparij é jogadora do Manchester City desde 2022
    Article Information

      • Author, Emma Sanders
      • Role, Repórter de futebol feminino da BBC Sport
    • Há 3 horas

    Mas enquanto crescia em Heerenveen, uma cidade pequena no norte da Holanda, ela não sabia nem que “ser gay era uma opção”.

    Foi só quando se tornou jogadora titular do Heerenveen, aos 15 anos, que ela encontrou a comunidade LGBTQ+.

    “Ser gay ou queer não era algo necessariamente ‘normal’. Eu não conhecia ninguém que era”, contou à BBC Sport.

    Queer é um termo em inglês abrangente que se refere a identidades sexuais e de gênero que não se encaixam nos padrões heteronormativos.

    “Quando tínhamos que andar em duplas na escola, eu sempre queria segurar a mão de outras meninas e ser o príncipe nas peças. É estereotipado, mas eu sabia que gostava de garotas.”

    “Era um tabu tão grande que pensei que eu tinha que gostar de meninos. Eu tive namorados que eram apenas meus melhores amigos. Eu achava que aquilo era amor”, declarou.

    “Eu gostava deles, mas não daquele jeito. Foi confuso durante minha adolescência. Eu não tinha sentimentos [por garotos]. Isso era estranho? O que eu faço com isso?”

    Agora que ela construiu uma carreira de sucesso na Superliga Feminina da Inglaterra, estrelando no Manchester City — que está no segundo lugar na tabela —, Casparij quer ser uma aliada para outras mulheres.

    ‘Quero ser uma mulher que ajuda outras mulheres’

    Kerstin Casparij beijando um bracelete com a bandeira trans

    Crédito, Getty Images

    Legenda da foto, Kerstin Casparij dedicou seu gol em abril à comunidade transgênera, beijando um bracelete da bandeira trans

    A jogadora de 25 anos, que soma 48 jogos pela seleção holandesa, encontrou o amor em Manchester, onde se estabeleceu com sua parceira, Ruth, que ela conheceu em um aplicativo de namoro.

    Hoje, uma mulher assumidamente lésbica, Casparij diz que a comunidade é “próxima ao seu coração”.

    “Foi difícil até eu entrar no futebol feminino. Era normal e se falava abertamente sobre isso [em Heerenvenn]. Aprendi muito sobre mim mesma. Eu não tive isso quando eu era mais nova, tinha muitas dúvidas e perguntas”, declarou.

    “Eu ficava acordada à noite pensando ‘isso é estranho ou eu sou estranha?’ Poder ser esse modelo agora com a minha parceira, para tantas meninas, é muito importante.”

    Casparij tem uma plataforma para promover a inclusão de mulheres no futebol e tem aproveitado ao máximo isso.

    Ela usa cadarços de arco-íris em suas chuteiras, braçadeiras de arco-íris, publica regularmente mensagens de apoio LGBTQ+ nas redes sociais e, em abril, dedicou um gol à comunidade trans.

    “Acho muito importante falar sobre isso e apoiar as pessoas porque hoje em dia, na sociedade moderna, se algo não é contra você, você não diz nada”, afirma.

    “É importante se posicionar em defesa das pessoas que precisam, para que elas se sintam apoiadas. Por exemplo, a comunidade trans. Eu me importo com essas pessoas, eu quero mostrar que eu estou com elas. Espero inspirar outras pessoas a fazerem o mesmo. Acredito que precisamos de mais união e senso de comunidade.”

    A atleta tem apoiado diversas campanhas — recentemente se tornou madrinha da LGBTQ Foundation, ajudando a financiar linhas de apoio contra violência doméstica e transfobia.

    “Acho que as mulheres queer estão passando por um momento difícil e eu quero ajudá-las a ter espaços seguros”, destaca.

    “Na questão da violência doméstica, por exemplo, as mulheres queer muitas vezes são esquecidas. Quero garantir que elas tenham um lugar para se curar e com quem conversar. Quero ser uma mulher que ajuda outras mulheres.”

    Ela também quer servir de exemplo para jovens mulheres lésbicas, o tipo de representatividade que ela gostaria de ter tido quando criança.

    “É bom poder fazer com que outras deixem de duvidar de si mesmas. É sobre ajudá-las a entender porque sentem o que sentem. Sempre adorei estar cercada de pessoas queer. Sentir-se incluída e apoiada é importante. Tudo que eu quero é espalhar amor.”

    ‘É meu dever defendê-las’

    Jogadoras em um círculo no meio do campo

    Crédito, Getty Images

    Legenda da foto, Jogadoras do Manchester City e do Arsenal se posicionaram juntas contra o racismo antes de uma partida

    Casparij acredita que o futebol feminino é “um espaço muito inclusivo” em geral e gosta de interagir com torcedores nos jogos da liga.

    Contudo, casos de racismo contra jogadoras na Inglaterra foram registrados recentemente, principalmente nas redes sociais.

    As jogadoras do Tottenham deixaram de se ajoelhar antes do pontapé inicial do jogo depois que a atacante Jess Naz foi alvo de insultos raciais na internet.

    A zagueira inglesa Jess Carter sofreu o mesmo durante a Euro 2025.

    E a companheira de equipe de Casparij, Khadija Shaw, foi vítima de ofensas raciais na última temporada.

    Como uma demonstração de união neste mês, Casprij se juntou às colegas do Manchester City e às adversárias do Arsenal em uma roda dentro do campo antes da vitória do City por 3 a 2 no Estádio Joie, em Manchester.

    Depois, ela postou uma mensagem no Instagram afirmando que o racismo é um fardo compartilhado por todos e não deve ser suportado sozinho.

    “É o mês da História Negra, que queremos celebrar, e também gostaríamos de fazer algo que tivesse impacto”, explicou Casparij.

    “Sentimos que nos juntar umas com as outras era a declaração mais impactante que poderíamos fazer. É um fardo de todos. Se uma das minhas companheiras de equipe é vítima de insulto racial, isso me machuca. Sou uma mulher branca, não sei como é passar por isso, mas vê-las chateadas me dói. É meu dever defendê-las e apoiá-las”, destacou.

    “Queríamos muito divulgar essa mensagem, que estamos aqui por elas, que não aceitamos o racismo de forma alguma e que isso não tem lugar no futebol.”



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