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    Piauí

    Os desafios para filmar Cem anos de solidão

    1 de fevereiro de 2026
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    Embora tenha sido um aficionado por cinema e escrito 22 roteiros de filmes, o escritor colombiano Gabriel García Márquez sempre resistiu a que sua obra-prima, Cem anos de solidão, fosse adaptada para as telas.

    Ele sabia que, caso cedesse os direitos de sua história para um filme, não teria controle sobre a produção, de modo que não poderia sequer garantir que os personagens falariam em espanhol. “Seria uma farsa. O que há de mais fascinante no livro não pode ser traduzido para outro meio. As pessoas continuam esquecendo que o livro é muito… literário.”

    Cem anos de solidão conta a história da família Buendía, na cidade fictícia de Macondo. José Arcadio Buendía e sua mulher, Úrsula Iguarán, fundam um vilarejo isolado que simboliza uma utopia, um lugar livre das leis e imposições do Estado e da moral da civilização colonizadora. Pouco a pouco, a utopia de Macondo é destruída, junto com a estirpe dos Buendía.

    Em março de 2019, cinco anos após a morte de García Márquez, aos 87 anos, a Netflix anunciou que havia fechado negócio com os herdeiros do autor para transformar o livro em uma série. Quase seis anos depois, em dezembro de 2024, a primeira temporada foi lançada no streaming, com oito episódios.

    Os trabalhos da adaptação para a série foram acompanhados de perto por Rodrigo García e Gonzalo García Barcha, filhos do escritor, na condição de produtores executivos do projeto, o que lhes deu poder de decisão criativa. Além da fidelidade ao livro, eles asseguraram que algumas das preocupações do pai fossem respeitadas.

    A série Cem anos de solidão é falada em espanhol, foi feita por atores colombianos, filmada na Colômbia, com mão de obra local, incluindo diretores e roteiristas. Para tanto, foi preciso muito dinheiro. Especula-se que a Netflix tenha investido cerca de 50 milhões de dólares (em torno de 270 milhões de reais) na produção. Isso, excluindo as negociações de direitos autorais e os planos de marketing.

    O resultado, a julgar pela recepção predominantemente favorável por parte da crítica e sem protestos negativos dos fãs do romance, foi que se chegou a um produto satisfatório. “De maneira geral, eu diria que a adaptação, embora correta, não consegue atingir o grau de complexidade metafórica que a armação do romance apresenta graças à mistura muito peculiar entre realismo e fantasia, por meio daquilo que passou a ser chamado de Realismo Mágico, com suas marcas surrealistas, como são o insólito, o disforme, o maravilhoso, a lenda e o sonho”, diz Laura Janina Hosiasson, professora de literatura hispano-americana da Universidade de São Paulo.

    Ela tem opinião parecida com a do escritor chileno Ariel Dorfman, amigo de García Márquez: “Se o romance de Gabo fosse apenas sua trama extensa e os incidentes fascinantes, a série da Netflix poderia ser aclamada como um triunfo suntuoso. Mas o romance é, acima de tudo, uma proeza da linguagem. Como todas as obras de arte verdadeiramente revolucionárias, ele continha, desde sua primeira frase marcante, uma estratégia singular para transmitir o mundo ali descrito, uma estratégia que mudaria o rumo da literatura mundial.”

    Na piauí deste mês, o repórter Tiago Coelho escreve sobre as dificuldades de adaptação do romance e os problemas que surgem em geral na hora de se converter uma grande obra literária para o audiovisual. Ele chama a atenção para o fato de que, apesar do acordo entre a Netflix e a família de García Márquez exigir fidelidade à obra, seria impossível mantê-la à risca, dada a significativa diferença temporal entre o livro e a série – quase seis décadas. Isso levou, necessariamente, a mudanças na narrativa, sobretudo no que diz respeito às regras de comportamento moral. Também ressalta como a atual conjuntura política, em que Donald Trump se empenha em retomar a América Latina como quintal americano, dá uma chance de a série atualizar a força política da obra de García Márquez.

    A segunda temporada de Cem anos de solidão estreia neste ano.

    A reportagem completa pode ser lida neste link.





    Notícia publicada originalmente por revista piauí
    em nome do autor danilo.marques.

    Acesse a matéria completa

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